Mito ou verdade: Vacina de rubéola tem relação com microcefalia

Publicado por em 04/05/2016 às 23h32

Com a ascensão do zika vírus, muitos boatos e meias verdades surgiram nas redes sociais e na internet em geral. Alguns deles relacionavam a vacina de rubéola, constantemente aplicadas em mulheres, já que a rubéola na gravidez pode trazer problemas sérios à criança, com os sintomas e consequências comprovados do zika vírus em bebês – como a microcefalia, por exemplo. Até onde isso é verdade? Como se explica esta relação? Saiba mais a seguir! 

Boatos e verdades sobre a relação entre vacina de rubéola e microcefalia

Boatos e verdades sobre a relação entre rubéola e microcefalia 

É preciso ter cuidado com os boatos. Recentemente, as redes sociais foram bombardeadas com dizeres de que o zika vírus tenha se originado com a aplicação da vacina de rubéola em gestantes e mulheres comuns antes do período da gravidez, e foi justamente os componentes desta vacina que deram origem à microcefalia. É certo que no fim de 2015, o Ministério da Saúde confirmou a existência de uma relação entre infecções do zika vírus e o aumento de casos de microcefalia no país. Mas jamais foram estabelecidas evidências entre o zika vírus e a vacina da rubéola. Vamos esclarecer três pontos importantes que implicam em verdades e mitos sobre estas afirmações. Veja abaixo! 

Vacina de rubéola é contraindicada em gestantes 

Em primeiro lugar, é importante saber que a vacina de rubéola não pode ser aplicada em grávidas. Isso já descarta em partes o boato de que grávidas que tenham tomado esta vacina tiveram microcefalia ao serem infectadas pelo zika vírus – a microcefalia tem sim relação com o zika vírus, mas não com esta vacina, já que gestantes são impedidas de tomá-la. 

A vacina contra a rubéola pode ser tomada de duas formas: com a tríplice viral (que também protege contra caxumba e sarampo) ou quádrupla viral (que, além dessas doenças, protege contra catapora). Ela é tomada na infância, sendo que a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos não-vacinados também devem tomar duas doses. Mas mulheres grávidas, não. 

Qualidade das vacinas de rubéola oferecidas pelos serviços públicos 

É importante ressaltar que a utilização de vacinas ou medicamentos vencidos é crime. Os serviços de saúde públicos devem garantir a qualidade dos produtos ofertados à população e possuem controle de qualidade. Não foram comprovadas evidências de que as vacinas de rubéola estavam fora do prazo de validade ou em condições suspeitas. Uma prova disse é que pessoas com menos de 7 anos de idade, adolescentes, adultos e idosos, que tomaram a vacina de rubéola tenham apresentado os mesmos sintomas quando infectados pelo zika vírus. 

Vacina vencida pode implicar a microcefalia em casos de zika vírus? 

Uma vacina vencida não tem a capacidade de provocar danos neurológicos tão agressivos quanto à microcefaliaNa verdade, elas perdem a capacidade de desenvolver proteção contra doenças. Jamais foram comprovadas evidências de zika vírus em qualquer tipo de vacina oferecida em serviços públicos ou privados. 

A melhor forma de evitar os dados causados pelo mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya e manter os locais livres do acúmulo de água parada, usar repelente e não se expor a locais de risco.

Tags: Saúde do Bebê, Saúde Infantil, Saúde Na Gravidez, Vacina

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