Alterações no calendário de vacinação das crianças para 2017

Publicado por em 27/03/2017 às 09h40

Alterações no calendário de vacinação para 2017No dia 3 de março o Ministério da Saúde divulgou algumas modificações no calendário de vacinação da Rede Pública de 2017. Essas alterações divulgadas ampliam o público-alvo da vacinação para seis diferentes doses, que são: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.

Com essa mudança o Ministério da Saúde pretende aumentar a proteção tanto de crianças como adolescentes.

Vale lembrar que esse tipo de alteração acontece com frequência e é feita levando em conta estudos e também pesquisas que trazem à tona a necessidade de inclusão de novos grupos e a ampliação de oferta de vacinas.

O melhor de tudo é que, de acordo com a Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações, essa alteração irá permitir o aumento da proteção às doenças imunopreveníveis, de acordo com os grupos definidos. Isso sem falar na elevação das coberturas vacinais, o que irá diminuir a população que está suscetível a essas doenças.

Então, vamos ver quais as alterações no calendário de vacinação das crianças para 2017:

  • Hepatite A
    Antes: dose única ofertada para crianças com até dois anos
    Agora: primeira dose recomendada até os 15 meses de idade. Já para os que perderam a chance de se vacinar, poderão ter acesso a essa dose até os cinco anos de idade incompletos.
  • Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela)
    Antes: uma dose entre 15 meses e dois anos incompletos.
    Agora: uma dose perto aos 15 meses de idade. Já para os que perderam a chance de se vacinar, poderão ter acesso a essa dose até os cinco anos de idade incompletos. Lembrando que a tetra viral só pode ser tomada comprovando o recebimento da primeira dose da tríplice viral.
  • HPV
    Antes: vacina oferecida para meninas entre 9 e 13 anos e mulheres com HIV entre 9 e 26 anos.
    Agora: a vacina passa a ser oferecida também para meninos entre 12 e 13 anos, homens com HIV entre 9 e 26 anos e imunodeprimidos, que são os transplantados de medula óssea, órgãos sólidos ou pacientes oncológicos.  A faixa etária das meninas também subiu de 13 para 14 anos sendo que a ideia é aumentar progressivamente a abrangência da faixa etária.
  • Meningocócica C
    Antes: duas doses da vacina sendo a primeira aplicada em crianças entre três e cinco meses e o reforço aplicado em crianças entre 5 meses e 2 anos incompletos.
    Agora: duas doses da vacina sendo a primeira aplicada em crianças entre três e cinco meses e o reforço aplicado em crianças de até 5 anos incompletos.
    Há também a dose para adolescentes entre 12 e 13 anos e até 2020 a idade vai ser progressivamente ampliada para crianças e adolescentes entre 9 e 13 anos.
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
    Antes: oferecida a segunda dose para adultos até 19 anos ou dose única para adultos entre 20 e 49 anos.
    Agora: segunda dose válida para adultos com até 29 anos e a dose única para adultos entre 30 e 49 anos.
  • dTpa Adulto (acelular)
    Antes: recomendada para gestantes a partir da 27ª até a 36ª semana de gravidez.
    Agora: disponível desde a 20ª semana de gestação. Para as mulheres que perderam a chance de se vacinar durante a gravidez a vacina fica disponível até o puerpério, ou seja, 45 dias após o parto.
    Com essa medida, o Ministério da Saúde busca garantir que os bebês possam nascer protegidos contra a coqueluche, por conta dos anticorpos que são transferidos da mãe para o feto, evitando que eles contraiam a doença até que completem o esquema de vacinação com a vacina penta, o que só ocorre aos seis meses de idade.
    Apesar da vacina dTpa poder ser aplicada no puerpério, é importante ressaltar que esta estratégia só deve ser realizada como última opção, pois ao se vacinar uma gestante após o parto, não haverá transferência de anticorpos para o feto, consequentemente, há diminuição da possibilidade de proteção das crianças contra a coqueluche nos primeiros meses de vida. 

A principal intenção das mudanças no Calendário Nacional de Vacinação é aumentar os índices de vacinação na infância, aumentando a imunidade dos adolescentes e protegendo mais as crianças.

Pronto! Agora você já sabe todos os detalhes sobre as alterações no calendário de vacinação das crianças para 2017. Aproveite e não perca os prazos para vacinar seus filhos.

Fonte de informação: Ministério Da Saúde

Tags: Saúde do Bebê, Saúde Infantil, Saúde Na Gravidez, Vacina

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