Alergias Infantis e Outras Doenças da Primavera

Publicado por em 28/09/2017 às 23h05

Alergias Infantis e Outras Doenças da Primavera

A primavera traz consigo mudanças de temperatura e o desabrochar de inúmeras espécies de plantas. Embora seja uma linda estação, essas mudanças trazem perigos e doenças, em especial para crianças.

O aumento da presença de pólen no ar está associado ao surgimento ou crises de doenças respiratórias como alergia infantil, asma e rinite alérgica, embora o principal vilão continue sendo os ácaros presentes no pó.

As alergias infantis se manifestam desde cedo, podendo começar ainda no primeiro ano de vida. Mais tarde, elas podem evoluir para alergias respiratórias (rinite ou asma), que pioram muito devido ao processo de polinização típico da primavera.

O pólen também causa irritações nos olhos, podendo levar a casos de conjuntivite.

Além das alergias, a incidência de sarampo, caxumba, catapora e rubéola também aumenta entre setembro e dezembro.

Como Prevenir?

Os efeitos que a primavera tem na natureza são inevitáveis: não podemos eliminar o pólen do ar da mesma maneira que limpamos o pó de casa. Por sorte, existe muito que pode ser feito quanto a minimizar a exposição da criança alérgica.

Confira como proteger o seu pequeno do pior da estação:

  • Evite áreas de polinização elevada, como parques e jardins: O pólen não está apenas nas flores. Grama e ervas daninhas no geral também produzem pólen. Isso vale principalmente para dias mais quentes, secos e com vento.
  • Falando nos dias quentes e secos, evite cortar grama ou realizar outros trabalhos no jardim durante eles.
  • Atividades ao ar livre devem ser planejadas para os horários em que as concentrações de pólen são menores: no final da tarde. O maior nível de polinização acontece pelas manhãs
  • Janelas fechadas: Em especial durante passeios de carros e em casa durante a noite.
  • Evite colocar roupas para secar ao ar livre ou usar roupas que estiveram guardadas por muito tempo sem antes lavá-las.
  • Se sua casa tiver ar-condicionado, limpe o filtro com frequência. Pólen e poeira ficam presos no filtro, propagando-se pelo ar do ambiente.
  • Dê banho na criança no final do dia, para evitar que o pólen e poeira que se acumularam nas roupas e pele durante o dia transfiram-se para a cama
  • Contra a conjuntivite: A criança deve usar óculos de sol quando fora de casa, e os olhos e rosto devem ser limpos com frequência, utilizando uma gaze umedecida com soro fisiológico.

 As alergias infantis podem causar irritação nos olhos e nariz, espirros e tosses. A boa notícia é que algumas alergias infantis tendem a melhorar com a idade.

Já quando falamos de outras doenças de maior ocorrência na primavera, como sarampo, caxumba, catapora e rubéola, que são doenças altamente contagiosas, temos apenas uma dica eficiente para a prevenção: a vacinação.

Crianças até nove meses de idade, que ainda não podem ser vacinadas, estão protegidas dessas doenças se a mãe for imunizada (tomou vacina ou já teve a doença). Os anticorpos passados ao bebê pela mãe começam a diminuir depois disso, e por volta de um ano de idade a criança deverá receber a primeira dose da tríplice viral. A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses de idade.

Como Aliviar os Sintomas?

Tanto para o nariz quanto para os olhos, áreas mais afetadas pelas alergias infantis, a melhor forma de alívio é o uso do soro fisiológico.

A realização da higienização nasal ajuda a prevenir os sintomas e também a aliviá-los quando já estão presentes. No caso dos olhos, basta umedecer um pedaço de gaze com o soro e colocar sobre os olhos por alguns minutos.

Manter a limpeza dos olhos também é muito importante, além de existirem colírios que ajudam na lubrificação em dias mais secos.

Importante: Em caso de irritação persistente nos olhos, é importante que a criança seja avaliada por um oftalmologista, já que casos de conjuntivite bacteriais podem causar danos à visão se não forem tratados.

Em casos de rinite e asma, é imprescindível que haja orientação de um pediatra, já que exigem medicamentos e tratamentos específicos. É recomendado que a criança passe por avaliação médica assim que os primeiros sintomas aparecerem.

Abraços,
Amanda R. Comicio

Bio: Amanda R. Comicio é redatora e educadora, e está finalizando sua graduação em Psicologia pela FMU.
 
Tags: Bebê, Criança, Doenças Respiratórias, Saúde Infantil

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