Sete perguntas para tirar sua dúvida sobre o teste da orelhinha

Publicado por em 11/03/2014 às 14h06

Teste da orelhinhaO teste da orelhinha também conhecido como Triagem Auditiva Neonatal é fundamental para todos os bebês, já que os problemas auditivos na criança afetam a qualidade de vida interferindo no processo de aquisição de linguagem, socialização e aprendizagem.

Pensando na importância do assunto elaboramos sete perguntas para entender um pouco melhor o teste da orelhinha;

O que é teste da orelhinha?
O teste da orelhinha é o método mais moderno para o diagnóstico precoce de alterações auditivas nos recém-nascidos. Ele é realizado por meio das Emissões Otoacústicas ou Potenciais Auditivos Evocados do Tronco Encefálico, procedimentos que não tem contraindicação e não causam desconforto.

Por que este teste é importante?
A realização da triagem auditiva neonatal de rotina é a única estratégia capaz de detectar precocemente alterações auditivas que poderão interferir no desenvolvimento futuro de seu bebê. A deficiência auditiva acarreta problemas de sociabilidade e de alfabetização. Além disso, qualquer redução na capacidade auditiva impede que a criança receba adequadamente as informações sonoras que são básicas para o aprendizado da linguagem.

Como é feito este teste? Dói?
O teste da orelhinha é feito facilmente e em poucos minutos, é indolor e não invasivo. Consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno (eco) através de uma pequena sonda posicionada externamente no ouvido do bebê, sendo então emitido um gráfico com o resultado do exame.

Quando o teste da orelhinha deve ser realizado?
O exame é feito no próprio berçário, com o bebê quieto e dormindo, de preferência com 48 horas de vida, antes da alta da maternidade.

Se o bebê falhar no exame, isso significa que ele é surdo?
Não, o teste pode falhar por vários motivos, dentre eles, devido à presença de vérnix ou líquido amniótico normalmente encontrado no conduto auditivo do recém-nascido.
No caso de falha é feito um reteste 15 dias após o primeiro exame.
Quando houver suspeita de deficiência auditiva, a criança deverá ser encaminhada para avaliação otológica e audiológica completas, pois outros exames complementares são feitos antes de se confirmar a deficiência.

Se o resultado for satisfatório não preciso mais me preocupar?
Depende, se a criança apresentar algum risco para perda auditiva posterior ao nascimento, a avaliação audiológica deve ser repetida.

Quais os bebês que devem fazer o exame?
O teste da orelhinha ou triagem auditiva neonatal é recomendado atualmente para todos os recém-nascidos, mesmo para aqueles que não têm casos de surdez na família ou que não tiveram intercorrências na gestação ou no parto.

Há os chamados bebê de risco para a surdez. São os casos em que já existe um histórico de surdez na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, nestes casos deve redobrar a atenção.

Não deixe de realizar o teste da orelhinha, seu bebê agradece!!

 

A lei nº 12.303, sancionada em 02 de agosto de 2010 torna obrigatória à realização gratuita das Emissões Otoacústicas Evocadas, em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências em todo o território nacional.

 

Tags: Exames, Saúde do Bebê

Comentários

Vanessa - Bebê123 em 02/12/2016 13:05:27
Olá Márcia, o teste da orelhinha deve ser feito obrigatoriamente nas duas.
Marcia em 01/12/2016 08:50:52
O teste da orelhinha é feito em uma orelha ou nas duas?
sonia maria bezerra toscano de mendonça em 02/06/2016 17:19:58
Sou enfermeira e trabalho em hospital geral e maternidade da rede SUS no estado do Tocantins, Hospital Regional de Dianópolis, embora a lei seja de 2010, que torna obrigatória a realização deste procedimento,(teste da orelhinha), aqui ainda não realizamos, e temos no quadro duas fonoaudióloga, me sinto como coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica do hospital, no obrigação de pedir ajuda a sociedade brasileira de pediatria e/ou outros órgãos, que interfiram na gesta dos hospitais maternidade/SUS, possibilitando que todos os RN tenham direitos, já estabelecidos por lei.

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