Novas regras para reduzir cesáreas no Brasil

Publicado por em 22/07/2015 às 21h14

Como funcionarão as novas regras para a redução de cesáreas no Brasil

 

O parto normal é o mais indicado pelos especialistas, por trazer diversos benefícios tanto para mãe, quanto para o bebê. E o principal deles é a continuidade da ligação mãe e filho já desenvolvida anteriormente desde o útero da mãe. Mas, mesmo assim, o Brasil é líder em cesáreas. Novas regras que passaram valer desde o dia 6 de julho de 2015 promete mudar esse cenário.

Nos Estados Unidos, a grande maioria dos partos são feitos de maneira natural, os chamados partos humanitários. Eles acontecem em quartos individual em que a mãe passa horas em trabalho de parto acompanhada por seus familiares.

No Brasil, as cesárias predominam justamente por não possuir capacitação nem mesmo estrutura física para esse tipo de situação na maioria dos hospitais, seja ele particular ou da rede pública de saúde.

Nos casos de hospital da rede pública os casos de cesáreas são apenas em casos extremos, mas mesmo em partos normais não são oferecidas condições humanitárias para as mulheres na hora de ganhar seus filhos.

E a partir de agora, a ANS juntamente com o Ministério da Saúde, vão fiscalizar a situação dos partos cesarianos no Brasil.

Essa medida do governo busca estimular o parto normal e reduzir a quantidade de cesárias sempre que possível, uma vez que esse tipo de parto chega a 84,6% dos partos realizados pelos planos de saúde e o recomendado pela organização mundial de saúde é de 15%.

Como funcionarão as novas regras para a redução de cesáreas no Brasil

Como funcionarão as novas regras para a redução de cesáreas no Brasil

 

Com as novas regras para as cesáreas no Brasil, ficará estabelecido que os planos de saúde deverão informar às suas pacientes em um período de até 15 dias qual a quantidade de cesárias realizadas por cada médico, hospital ou operador, quando assim for solicitado.

De acordo com o governo, com a posse dessas informações, a mulher poderá analisar com cautela o histórico de seu médico e da unidade em que realizará seu parto. E isso pode levá-la a optar pelo parto normal e não pela cesárea, o não cumprimento dessa regra pode gerar as operadoras uma multa de R$ 25 mil.

Outra medida que será exigida das operadoras de planos de saúde é que elas utilizem os partogramas. Trata-se de um documento que irá registar os trabalhos de partos a partir de dados estabelecidos pela organização mundial de saúde, para verificação de procedimentos médicos desnecessários nas unidades de saúde e entre esses procedimentos estão incluídas as cesárias sem necessidade.

Você pode estar se questionando o porquê dessas novas regras para a redução de cesáreas no Brasil, mas o fato é que essas medidas nasceram para barrar o crescimento desse tipo de cirurgia. Uma vez que o parto normal – como o próprio nome já diz – é o mais indicado e o mais saudável para a mãe e o bebê.

Porém, alguns profissionais não optam pelo parto normal e sim pelas cesáreas, por ser um procedimento mais rápido e prático para os profissionais de saúde.

Não se pode generalizar, mas a grande maioria das cesáreas feitas no Brasil são em mulheres que poderiam perfeitamente ter um parto normal.

E é isso que a ANS quer supervisionar de perto, pois uma cesárea além de ser mais incomoda para a mãe e seu bebê, pode acarretar diversos efeitos colaterais e claro apresenta os mesmos riscos que qualquer cirurgia apresenta.

Basta saber se essas novas regras conseguirão ser supervisionadas, se os órgãos conseguirão acompanhar de perto todos os estabelecimentos no país.

As regras já estão valendo e aquele que não segui-las pode ser multado conforme prevê as novas regras para a redução de cesáreas no Brasil.

Tags: Gravidez, Parto, Parto Cesárea

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