Controlando a birra infantil

Publicado por em 23/03/2013 às 22h08

Quem nunca viveu ou presenciou a típica cena de uma criança fazendo a maior birra ( pirraça) no shopping, enlouquecendo seus pais e chamando atenção de quem passa? A famosa birra infantil deixa muitos pais sem saberem o que fazer. Então, vamos pensar em como transformar estas situações um tanto quanto desagradáveis em momentos de educação, para que não aconteçam mais.

Controlando a birra

Afinal, o que é esta birra ou teimosia?

Não podemos ser levados pelo senso comum e pensar que criança é teimosa mesmo, que fazer birra é uma fase. A criança deve ser entendida em sua individualidade, portanto, é preciso compreender o que está por trás das atitudes de seu filho.

Criança que não sabe ouvir "não" pode reagir de forma exagerada quando contrariada, mas tudo depende do modo como os pais constroem com os filhos a noção de limite

Pode ser que a birra esteja ligada à tentativa de chamar atenção por sentir-se inseguro por algum motivo: nascimento de um irmão, viagem ou separação dos pais. Nestes casos, é importante conversar sobre o assunto, permitindo que a criança exponha seus sentimentos e oferecendo o carinho e o acolhimento necessários para sua segurança. É claro, contendo a demonstração de birra.

Também é importante não confundir teimosia com questionamento ou tentativa de defender seu ponto de vista. Muitas vezes, teimosos são os pais que não querem dar o braço a torcer à razão do filho! Ouça a criança, caso esteja certa, dê a ela a devida razão e ajude-a a expressar-se com ponderação e respeito.

Na maioria das vezes, porém, a birra nada mais é que uma reação desesperada à frustração e a insatisfação, portanto, rodamos, rodamos e caímos sempre no mesmo ponto: limite. Criança que não sabe ouvir "não" pode reagir de forma exagerada quando contrariada, mas tudo depende do modo como os pais constroem com os filhos a noção de limite, permitindo que vivenciem as frustrações inerentes à vida. É preciso desde cedo entender que alguns desejos não têm satisfação imediata ou, simplesmente, são impossíveis de serem realizados.

Dizer "não" nem sempre é fácil, assim como ouvir nem sempre é agradável, mas sem dúvida, é absolutamente necessário. E a forma como os pais lidam com as demonstrações de teimosia do filho podem consolidar seu comportamento inadequado. Não importa a idade da criança, mas fazê-la entender o motivo de uma recusa é muito importante para o desenvolvimento do senso do certo e do errado.

Caso a criança reaja com aquela gritaria, choro, jogando-se no chão e por aí vai, cuidado para não reagir como ela gritando também. Isso vai gerar um "escândalo" que não vai levar a nada, ou pior, a criança aprenderá que pode continuar a ter esta atitude, pois ninguém consegue contê-la.

Quando esta situação de birra ocorrer, seja firme, exerça sua autoridade de mãe e de pai. Autoridade, não autoritarismo! Autoridade significa que alguém é responsável pela educação e formação da criança que precisa de direcionamento. Precisa de alguém dizendo o que é certo e errado; o que pode e o que não pode. Precisa de alguém que possa contê-la em alguns momentos e, principalmente, que não tenha medo de exercer este papel.

Muitas vezes percebemos os pais atendendo ao pedido do filho para que ela pare com o "show". Neste caso: 1 x 0 para criança! É próprio da criança experimentar, ela vai testando a validade e o sucesso de suas atitudes. Caso dê certo ela continua, caso contrário, percebe que é melhor parar e não repetir sua atuação. Mas fica claro que depende da resposta que ela obtiver do adulto. Portanto, posicione-se!

Tags: Desenvolvimento, Educação e Comportamento

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