Como identificar o motivo do choro do bebê

Publicado por em 12/02/2014 às 22h05

A experiência é nova tanto para os pais como para o bebê, então vamos tentar entender o choro do bebê em cada situação afinal está é a única forma de comunicação do seu pequeno no momento.

O seu bebê passou nove meses dentro da barriga da mamãe, um lugar para ele aconchegante e que nunca falta alimento, silêncio, aconchego, carinho..., de repente tudo o que ele está acostumado acaba e começa um mundo novo para o bebê, como ele ainda não sabe manifestar suas necessidades utiliza o choro para comunicar que algo não esta bem. Assim como para os pais também é difícil entender o que o bebê quer em cada situação, então vamos lá!

Choro do bebê

Choro do Bebê

Cólica – A dor da cólica normalmente acontece no mesmo horário, no final da tarde e no inicio da noite, a dor vem acompanhada de um choro agudo e intenso, o bebê se contorce bastante esticando e encolhendo as perninhas. Para ajudar a aliviar a dor leve o bebê ao colo e coloque a barriguinha dele virada para o seu corpo, o calor do corpo e o aconchego do colo podem ajudar a amenizar a situação, fazer compressas quentes no abdome e massagens no local pode trazer um alívio mais rápido.

Fome – Antes o bebê não precisava se manifestar porque tinha os nutrientes necessários cedidos através da mãe sempre que tinha necessidade e agora precisa que a mamãe o amamente a cada três horas, por isso a fome é a causa mais comum do choro do bebê. É um choro persistente que demonstra impaciência, o bebê começa a chupar os dedinhos, colocar a mãozinha sobre o seio da mãe e abrir a boquinha. Se mesmo após a mamada seu bebê continuar chorando, converse com o pediatra para saber se a quantidade de leite está adequada e se as mamadas estão sendo eficientes.

Sono – Ficar agitado, manhoso e derramar lágrimas de irritação são sinais de que alguma coisa está impedindo o bebê de dormir. Normalmente os recém- nascidos dormem em média 18 horas por dia, mas você já deve ter ouvido que os pequenos “brigam com o sono” o que é perfeitamente normal já que este é um período de adaptação. Procure um lugar tranquilo e com meia luz, isto ajudará bastante a iniciar o sono.

Temperatura - Vale lembrar que o recém-nascido não consegue manter a temperatura corporal, e muitas vezes devido a isto sobrecarregamos o bebê de roupa, o ideal é que o bebê use um abrigo a mais em relação ao que a mãe estiver vestindo. O desconforto térmico causa um choro bem parecido com o do sono, é um choro que transmite desconforto.

Manha – É muito delicado dizer que um recém-nascido chora por “manha”, normalmente a manha ou a birra é feita pela criança quando ela tem intenção de alguma coisa. Um bebê que fica muito tempo sem colo e só o recebe quando chora adota isto como estratégia para preencher suas carências, o mesmo acontece quando o bebê fica o tempo todo no colo e chora quando é colocado no berço ou carrinho, por já estar acostumado se sente inseguro quando deixado sozinho e chora para pega-lo novamente. Por isso é muito importante fazer uma observação constante da criança e ter atenção às atitudes que ela venha ter com o tempo. Neste caso só quem é muito próximo tem condições de avaliar quando e quanto pode deixá-lo chorar, porém é preciso levar em conta que um pouco de choro pode fortalecê-lo e o excesso provoca muita angústia. Nestes casos o choro vem acompanhado de lágrimas e soluços.

Dor - Gritos agudos seguidos de pequenos intervalos. Ele também costuma berrar alto e não descansa mesmo quando acariciado.

Muitas vezes o recém-nascido chora ao perceber a falta da mãe, isto faz com que ele se sinta desprotegido e angustiado, basta perceber e sentir que a mãe está por perto para que ele se acalme, só de ouvir a voz da mãe já se sente protegido e seguro. Isso acontece porque o bebê ainda não se diferencia da mãe, não tem noção do que é parte de si e do outro, por isso precisa de muita atenção e do atendimento imediato de suas necessidades.

Como nos primeiros dias é comum o bebê chorar, pegue-o no colo e certifique-se de que ele está bem alimentado, com a fralda limpa, vestido de acordo com a temperatura ambiente e se dormiu o suficiente. Passado os primeiros dias (que são os mais difíceis), a mãe vai percebendo com mais facilidade os desejos do bebê, a intensidade e duração do choro, a movimentação, as expressões que ele faz quando quer alguma coisa, ou seja, vai criando um canal de comunicação entre mãe e filho. É claro que esse período vai depender da sensibilidade de cada mãe.

Se a criança tiver um choro prolongado mesmo depois de já ter verificado fralda, fome, temperatura ambiente, os pais devem observar se este choro acompanha febre, vômitos, tosse ou diarreia, neste caso entre em contato com o pediatra da criança para que ele possa orientar da maneira correta.

Lembre-se, a única forma que o bebê tem para se comunicar, nos primeiros meses de vida, é através do choro, por isso, quando o seu pequenino desatar a chorar, nada de pânico!

Tags: Choro, Desenvolvimento, Educação e Comportamento

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