Qual o nosso papel de pais?

Publicado por em 20/06/2016 às 13h28

“Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco não vos pertencem...”

Gibran Khalil Gibran

 

 

Qual o nosso papel de pais
Foto de arquivo pessoal - sua reprodução não está autorizada

 

 

A amplitude da pergunta.

A profundidade do conhecimento do filósofo libanês.

E a certeza de que nossos filhos são, antes de tudo, filhos de Deus e que, realmente, a Ele pertencem e não a nós.

Chegará o momento em que precisarão tomar para si o rumo das próprias vidas e talvez aqui esteja o ponto central do título; qual o nosso papel até a chegada deste momento? E como nos portamos quando eles alçarem voo?

Este tema refere-se a pais – os responsáveis, homem ou mulher, pai ou mãe biológicos ou adotivos, pai ou mãe solteiros ...

O papel de pais é de suma importância da estrutura do filho e precisaremos, certamente, voltar a este tema mais de uma vez, pois para estruturarmos seres humanos devemos fazê-lo em todos os aspectos da vida: biológico, psíquico e espiritual.

O papel primeiro, no nosso entendimento é o do tutor, o do protetor.

Você tem sob sua responsabilidade um ser em formação; alguém que precisa, antes de tudo, de sentir-se em solo firme; e para uma criança, solo firme significa ser amada.

Não este amor desmedido e incomensurável que faz parte das lendas e fábulas; não; falamos aqui do amor que respeita, que compreende, que aceita, que perdoa, que incentiva, que elogia e que repreende.

Não vamos tampar o sol com a peneira e dizer que em todos os momentos a relação com o filho é perfeita; não, isto é falsidade com ele e conosco. Somos humanos e como tal, ficamos exasperados quando falamos a mesma coisa mais de dez vezes; perdemos a paciência quando somos ofendidos; sentimo-nos frustrados quando não vemos reconhecido nosso esforço em dar-lhe o que de melhor temos condição de doar.

Mas temos que ter a maturidade para compreender que nós é que somos seus tutores; a nós compete o equilíbrio; de nós é exigida a experiência de vida para seguir à frente, tendo um filho a seguir nossos passos.

Não há fórmula pronta para isto; existem alguns caminhos que possibilitam o acerto.

O primeiro deles é a coerência. Impossível viver em estabilidade com uma pessoa que está em desarmonia consigo e com a vida. Se é difícil para o adulto, que dirá para a criança?

Um dia é recebido com carinho; no outro, sem resposta ao seu bom dia.

Um dia recebe resposta à pergunta que fez; no outro, fica sem saber por que não a recebeu.

Um dia pode rir e assistir televisão. No outro, nem barulho pode fazer.

Afinal de contas, como agir, como ser, como sentir?

Coerência: ele não tem culpa se sua noite não foi boa; se você está em conflito profissional; se não está bem com sua companheira; se tem contas a vencer; se, se, se...

Lembre-se de que ela precisa de amparo e estabilidade.

Independente dos problemas, ela precisa ser ouvida, atendida, alimentada, higienizada, abraçada, cobrada, repreendida.

Que a sua relação com seu filho seja limpa de influências nocivas de sua vida com o mundo. Não estamos pedindo que minta e invente um mundo colorido; não, estamos dizendo que seja coerente.

Quando ele tiver a idade necessária ao diálogo, explique porque você está triste; porque hoje não saiu para trabalhar; porque o papai não dormiu em casa. Dentro da condição dele de entender que nem tudo está bem ao entorno, mas que com ele, está e sempre estará tudo bem, porque ele está ali, do seu lado e faz do seu dia um dia melhor.

Aprenda, desde já, que as crianças são muito mais sensíveis e perceptíveis do que nós adultos achamos...

Ela sabe quando é querida; quando é bem vinda; quando é amada. E sabe quando o problema não é com ela e ela está sendo penalizada pelo simples fato de existir.

Então, proteja-a. Antes de tudo, proteja-a. Faça o possível para que ela viva sua infância sem atropelos, sem labirintos e sem encruzilhadas.

Abra as portas de seu coração e de seus braços para que ela retorne sempre.

Sendo seu tutor você estará a seu lado nas suas horas tristes e alegres; quando sorrir e chorar; dará respostas claras e verdadeiras – o não sei também é válido. Ficará a seu lado em qualquer situação – a seu lado, e não do seu lado; afinal, se ela errar, você tem o dever de corrigi-la, protegendo-a do mundo e dos rigores que recaem sobre aqueles que, por culpa dos pais, não foram criados para viver em sociedade.

Auxilie a criança na caminhada do dia a dia, a ser ética, digna, solidária, compassiva e amorosa.

Este é o seu primeiro papel. O da presença divina em sua vida, através da verdade, da amizade, da justiça e do amor. 

Mamãe
Vanessa Motta Reis

Categoria: Filhos

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