O perfil de cada mãe é único

Publicado por em 14/07/2016 às 15h20

O Perfil de cada mãe é único

Como lidar com os palpites que nós mães recebemos? 

Este é um assunto delicado e que deixa muitas mães sem paciência; a ‘imposição’ de terceiros no modo de criar nossos filhos. O assunto é delicado porque temos a humildade de reconhecer que, na gravidez e alguns dias após o nascimento do bebê, realmente necessitamos de ajuda e não somos ingratas pelo tema do texto de hoje; seremos sempre reconhecidas a estas pessoas maravilhosas que se fizeram presentes – principalmente se a mulher for "mãe de primeira viagem”.

O que dificulta a relação com pessoas assim - que sentem necessidade de ‘orientar, sugerir, corrigir’ a forma de criar um filho-, é que aos poucos a pessoa vai se esquecendo do "limite" que devemos ter em relação ao modo de ser de cada pessoa.

E a relação mãe/filho precisa ser estabelecida e fundamentada na experiência dos dois, na criação dos vínculos emocionais que se fortalecem no dia a dia e ninguém nunca duvidou de que nesta relação ocorrerão erros. E vamos ser sinceras e racionais, deixando o rancor de lado – nós não temos algumas queixas acerca do modo como fomos criadas ou tratadas na nossa relação com nossos pais? E nem por isso o amor diminuiu ou deixamos de ter prazer com a presença deles. Por isso, nesta hora de tantos "palpites e indicações", tenha certeza de que a melhor maneira de lidarmos com isto é certa indiferença. Não que não ouviremos ou analisaremos as sugestões, mas que não fiquemos presas a elas e nem nos cobrando por não termos atendido, na totalidade, o que foi sugerido.

Se as sugestões vierem de mãe e sogra realmente fica mais difícil desvencilhar do olhar indagador e de espera ao atendimento do palpite; mas na primeira oportunidade, sejamos flexíveis e digamos que tentamos tanto ser como ‘ela’, mas ainda não temos o jeito; ou que aos poucos vamos ganhando experiência e adaptando nosso modo de agir ao ‘dela’; algo assim. Não se ofenda com o palpite; tenho certeza que, na maioria das vezes, ele é sincero e realmente busca ajudar.

E assim, ganhando tempo com diplomacia, ouça e analise se os palpites podem ser atendidos ou ‘adaptados’ ao seu jeito; mas que prevaleça o seu jeito, pois a relação é sua com seu filho e é você a pessoa mais indicada para saber o que é melhor para os dois.

E aqui vai mais uma dica: se o conselho foi dado, você não seguiu e constatou que você estava errada, seja humilde e pense na possibilidade de aprender com alguém que tem um pouco mais de experiência; não há vergonha alguma nisto.

E assim o tempo vai passando e você vai ganhando prática, na prática, e sentindo-se, tenha certeza, cada vez mais autônoma, segura, ciente de sua responsabilidade e vivendo cada dia prazeroso com seu filho com se fosse o primeiro.

Aos palpiteiros de plantão, um olhar agradecido pela boa intenção, mas o sorriso interior e a resposta silenciosa, só para você: “melhor não”...

E você com o tempo perceberá que os "pitacos" darão lugar a conversas, questionamentos, e em breve a elogios. E perceberá que algumas sugestões foram corretas, outros desnecessárias, uma poucas quase absurdas. E sentir-se-á bem por ter atendido algumas, apenas ouvido outras e descartadas as raras!

Viva cada momento degustando cada segundo; inspire-se no doce olhar do seu bebê e tenha a certeza que entre erros e acertos, com ou sem palpites você é a melhor mãe do seu jeito.

 

Categoria: Maternidade

Enviar comentário

voltar para Diário de Mãe

left tsN center fsN fwR bsd b01 c15n show|left fwR tsN b01s bdt|left show fwR normalcase tsN bdt b01s|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 c05 sbse fwB bdt|fsN fwR b01 bsd normalcase c05|b01 c05 bsd|news login uppercase fwB c05 b01 bdt|tsN fwR normalcase c15nesw b02 bdt|fwR uppercase b01 bsd|content-inner||