O equilíbrio que a gente ganha com a maternidade

Publicado por em 07/06/2016 às 13h04

O Equilíbrio que a gente ganha com a maternidadeO Equilíbrio e a Maternidade

O dicionário define equilíbrio como estabilidade mental e emocional. E eu creio que a fórmula para alcançá-lo é buscando um caminho, e na dúvida, escolho sempre o caminho do meio.

Nunca parei para pensar para tomar algumas decisões, sempre fui muito clara em minhas posições e, naturalmente, em algumas delas, devo ter errado redondamente...

Por quê? Pela ausência dele, o equilíbrio!

Se não tenho todas as respostas, se não conheço todos os caminhos, se não sei todas as verdades, por que cargas d’água eu tive posições radicais? Hoje eu tenho a resposta: eu não era mãe!...

Eu vivia para mim; meu presente era o que importava e o futuro a Deus pertencia. Hoje não penso mais assim: meu presente é o mais importante porque nele estão minhas filhas e o meu futuro é uma meta de vida porque quero vivê-lo com elas.

Hoje percebo que a presença de minhas filhas mostrou-me a medida exata das boas proporções.

A maternidade tornou-me uma pessoa mais centrada; focada em meus objetivos; sou mais compassiva; sou menos exigente; sou capaz de renúncia; compreendo mais; repreendo menos; valorizo o minuto; vivo o presente projetando o futuro.

E em cada minuto a presença delas me fortalece e diz que eu sou capaz de ser uma pessoa melhor. Não só por mim, mas principalmente por elas.

A maternidade evidencia a maturidade latente que existe em cada mulher.

Não mais os arroubos de antes; nem o desalento ante os obstáculos.

Não mais uma vida enlouquecida e nem o marasmo da ausência de uma vida.

Hoje as ações são previamente avaliadas; os riscos são levados em conta; avalio e pondero o que é melhor para ela; cuido-me para delas cuidar.

Procuro saber sobre o hoje para que elas tenham tudo de bom agora e penso mais no amanhã para que lá elas também tenham o melhor.

Procuro não envelhecer mentalmente, repetindo as posições radicais, tendo opiniões extremadas e não abrindo espaço ao novo; elas viverão o novo e preciso estar mentalmente bem para acompanhá-las nesta jornada.

Evito preconceitos, ansiedades desnecessárias, angústias cuja origem não conheço, para estar emocionalmente bem para seguir ao lado delas.

Não corro riscos desnecessários e não coloco meu patrimônio em perigo para que não lhe falte o necessário amanhã.

Atualizo-me, seja em notícias, conhecimentos, moda, esportes, ídolos teen, músicas atuais, as profissões mais promissoras; quero que elas tenham em mim um porto seguro quando fizer perguntas.

Quero ter a mente e o coração abertos, para sermos confidentes, compartilhar segredos, ter aquela troca de olhar que diz tudo, sem pronunciar uma palavra;  quero ser mais do que mãe; quero ser amiga.

E amanhã, quando ela me questionar acerca de qual caminho seguir, apontar o rumo certo.

Continuo não tendo todas as soluções, mas hoje, com certeza, tenho mais experiência e a sensatez indispensável para uma resposta moderada – o velho, bom e seguro caminho do meio...

Mamãe,
Vanessa Motta Reis

Categoria: Maternidade

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