Filhos

A parte mais difícil de educar!

Publicado por Vanessa Motta Reis em 18/10/2016 às 00h33

A parte mais difícil de educarExistem muitas coisas difíceis na hora de educar um filho, mas para mim dizer “não”, ensinar a ser independente e me corrigir foram os mais difíceis.

Sim muitas vezes dizer “não” cortava o coração, mas sei que o não na vida de todos é necessário, principalmente de crianças que estão em formação.

Filhos precisam de limites para crescer e quando falamos não e colocamos limites somos sim mais respeitados, além da segurança que passamos as crianças.

Aqui em casa o “Não” foi a palavrinha mais falada pela Malu e pela Valentina desde quando começaram a falar, talvez de tanto ouvir, mas sim eu já deixei de falar não para muita coisa que talvez no momento fosse necessário me manter firme, já voltei atrás de um não, coisas de coração de mãe mole, quem nunca? Mas hoje em dia aqui em casa não é não.

Ao mesmo tempo que queria ensinar a Malu a ser independente queria também fazer tudo por ela, sabe mãe que quer ter o filho para sempre debaixo da asa? Presente, olha eu aqui! Sim eu sempre ensinei a fazer tudo e ela sempre foi muito esperta para aprender, mas no final olha eu lá fazendo por ela, até que a Valentina nasceu e aí eu realmente precisava da minha filha mais independente.

Valentina chegou e o ciúmes da irmã também e como dizer naquele momento “mamãe te ensinou, você já sabe”. Senti que a culpa era minha, a famosa culpa da maternidade, então deixei a Valentina crescer com muito mais independência para desbravar o mundo e foi desde então que aprendi também que criar e educar incluem torna-los seres autônomos. Valentina é muito independente para tudo e isso estimula a Malu a querer fazer tudo sozinha também!

Me corrigir, ser exemplo ... ahhh, esse faço até hoje e de vez em quando me pego fazendo errado. Mas aprendi que de nada adianta mandar “filha agradeça”, elas aprendem muito mais quando pedimos por favor e falamos obrigada, na verdade acho mesmo que são os filhos que nos ensinam a sermos pessoas melhores.

Mamãe
Vanessa Motta Reis

Categoria: Experiências, Filhos
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Ser mãe é difícil e educar não é fácil

Publicado por Vanessa Motta Reis em 01/09/2016 às 20h55

“Faz-se precisa a educação pessoal e coletiva;

da primeira decorre o progresso particular;

da segunda, a evolução do mundo e das suas leis.”

Emmanuel, em Palavras do Infinito

Como foi feliz o autor citado na elucidação dos dois enfoques nos quais uma criança deve ser educada; para melhorar a si e contribuir para a melhoria da sociedade.

Ser mãe é difícil, educar não é fácil

 

Outro dia falei da importância dos pais neste processo, da responsabilidade pela formação do ser que nasce e vive em seus braços.

Toda mãe deve ser uma educadora, mas para que isto aconteça é importante não misturar o papel de mãe com o de amiga, deixando de lado a proteção excessiva decorrente da maternidade para que eduque sua criança como deve ser feito, é necessário um distanciamento que requer reflexão e aprendizagem.

O primeiro passo é ‘ver’ a criança como um ser à parte, potencialmente autônomo e que deve ser criado para manter-se assim; portanto, nesta hora, é preciso não olhar para o seu filho Antônio e sim para a pessoa Antônio. O que ele traz de virtude? E de defeitos? E como você, como educadora – agora é você que não pode misturar os papéis, a mãe fica para outro momento-, pode aumentar as virtudes e diminuir os defeitos deste ser que está sob sua orientação?

Em que ele é egoísta ou pródigo em excesso? Valoriza muito a todos e pouco a si mesmo? Como equilibrar esta relação, para ensiná-lo a ver as suas próprias qualidades e compreender que todos trazem algo a melhorar e, portanto, as pessoas devem ser tratadas com respeito e com a devida cautela, para que no futuro ele não se machuque tanto?

Tem tendências que precisam ser monitoradas e observadas com atenção? É excessivamente grosseiro com as meninas? Hora de ensinar o cavalheirismo. Tem estopim curto e briga com os colegas? Agora a hora é de ensinar paciência. Gosta de dormir até tarde e não termina as atividades que lhe competem durante o dia? É o momento de aprender disciplina. Desanima facilmente ante um obstáculo? Precisa aprender a perseverança. É impulsivo e age primeiro para pensar nas consequências depois? É o momento do equilíbrio. E assim por diante.

Veja, que para ser educadora, é preciso ver a realidade e não mascará-la por achar que ama, pois um ser sob sua responsabilidade que não recebe a educação necessária, no tempo certo, será visto por você, mais tarde, tendo que responder às normas da sociedade e elas sempre serão mais severas e não poderão levar em consideração, no julgamento, as virtudes que você conhece e sabe que ele tem!

Portanto, é importante, aprender a desempenhar os dois papéis: eduque seu filho com a severidade que você sabe ser necessária no momento e, na primeira oportunidade, depois que perceber que o ensino fez efeito, chame-o para um conversa e agora sim, ele pode receber um chamego, um afago, um abraço, um sorriso de perdão e muitos incentivos para desenvolver tudo o que traz dentro de sim, de bom, e com seu auxílio, extrair de sua personalidade tudo aquilo que poderá ser causa de sua infelicidade futura.

Ser mãe não é fácil, educar é difícil, mas temos dentro de nós o fundamental para nos sairmos bem nas duas situações: amor!

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Simplifique e ensine seu filho a viver com menos!

Publicado por Vanessa Motta Reis em 19/07/2016 às 15h37

Simplifique e ensine seu filho a viver com menos

Devemos simplificar e ensinar nossos filhos a viverem com menos

Olá, aqui estamos novamente com um assunto muito sério.

Sempre temos em mente em nossa conversa, na maioria das vezes, a troca de conhecimentos e a construção de saber acerca da criação de filhos e este tema vai exigir muito porque ele está diretamente ligado a nós, como pessoas, profissionais e mães.

A questão aqui se chama consumismo.

E não fique com ar de enfado, porque é aprendendo a consumir coisas que, infelizmente, temos visto pessoas ‘consumindo pessoas’...  

Todos os dias somos bombardeados por uma série de falas, imagens, sons, cheiros e pessoas querendo vender algo.

Temos, inclusive, pessoas que têm o hábito do consumo como terapia – é só sair e comprar alguma coisa que me sinto melhor...

Temos visto de umas décadas para cá, que a sociedade tem super valorizado a aquisição de bens, ligando-os diretamente a status social e econômico.

E temos visto, também, que as pessoas que optam por um estilo de vida mais simples e moderado são vistas com certa desconfiança.

Pois bem; pela análise e observação, sabemos que na humanidade, os valores mais altos estão concentrados nas mãos de poucos, o que nos leva à conclusão óbvia que nem todos serão milionários. E nem por isto os demais são infelizes ou não têm qualidade de vida.

Então devemos, desde cedo, eleger os valores que temos e, principalmente, disseminaremos aos nossos filhos.

Não nos esqueçamos de que o ensinamento mais objetivo parte da exemplificação; portanto, observe a si mesma e reflita no tema de hoje.

Sou consumista?

Se sim, porque consumo em excesso?

Tenho o hábito de camuflar minha carência interior com aquisição de alguma coisa?

Sim, é ruim confessar, mas a aquisição desenfreada demonstra desequilíbrio interior em alguma parte do seu ‘eu’. Funciona como mecanismo de troca, de compensação.

Minha autoestima está tão baixa a ponto de me fazer acreditar que valho pelo que tenho e não pelo que sou? Perdoe-me a dureza desta frase...

Veja que é preciso primeiro compreender em que grau apoiamos a ideia do ter muito para ser mais...

Desde cedo devemos sinalizar para nossos filhos - desde bebês-, o limite necessário à vida em sociedade – e a família, mesmo de apenas três pessoas (mãe, pai e bebê) é uma sociedade em potencial!

É aqui e agora que ele tem que entender que as coisas não caem do céu e que viver rodeado de coisas não significa ser feliz.

Desde cedo devemos ensiná-lo a ouvir um não (aqui vem de novo a autorreflexão: você aceita bem um não?)

Um não nas vezes que deseja algo que não pode comer ou beber; um aguarde nas vezes que precisa esperar o momento do colo.

Quando em crescimento, pequenos ajustes como estes evitarão que ele queira ou tome brinquedos, alimentos ou roupas das crianças com as quais convive.

Sinceridade na fala e exemplos na conduta farão com que ele entenda que este é seu estilo de vida e que com ele será feliz.

Estimule-o desde cedo a brincar ao ar livre; incentive sua inventividade com as coisas que tenha à mão para criar um brinquedo; curta com ele momentos de filmes, preparo na pipoca, parada para o lanche – observe que são elementos que podem ser desenvolvidos dentro de casa...

Estimule-o a receber e dar carinho; dê e receba seus abraços; compartilhe com ele toque de mãos, mãos nos cabelos, beijinho de esquimó (não conhece? Aquele com as pontinhas do nariz...).

Parece brincadeira, mas não é; com sua criatividade aguçada, com um ambiente fraterno e de carinho, ele compreenderá, desde cedo, a simplicidade da vida e a verdade das relações sinceras.

Verá e valorizará as pessoas como seres humanos e não como objetos descartáveis, consumíveis.

Suas relações futuras com os bens materiais e os valores morais e éticos serão fatores decisivos em sua vida.

Assim você perceberá que a simplicidade desenvolvida desde cedo estimulará seu filho a ser muito mais com menos.

Criando um ser ético, fraterno, criativo, inteligente, equilibrado, você está municiando seu filho das competências e valores reais para ter sucesso em sua vida.

E se esse sucesso trouxer bens materiais você ficará tranqüila sabendo, do fundo de sua alma, que ele será dono e senhor deles e nunca seu escravo.

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Incentive as crianças a se vestirem sozinhas

Publicado por Vanessa Motta Reis em 15/07/2016 às 22h42

Incentive as crianças a se vestirem sozinhasBanho tomado, ela cheirosa, cabelinhos ainda molhados.

Só de calcinha corre para o quarto e em cima da cama tem o vestido que sua mãe escolheu para ela usar naquela tarde.

Senta no chão e com expressão de início de choro balbucia que aquela não!

Abre o guarda-roupas e escolhe a da semana passada, o vestido com laço e fita que fora na festa de aniversário da prima; mas hoje é apenas uma terça-feira e ficaremos em casa, pensa a mãe, já aflita pois este ritual está ficando rotineiro.

Cede e aquela linda mocinha, vestida com laço e fita se olha no espelho e feliz diz:

-‘Tonto! Ua!’

E aponta para a porta de saída, querendo, mais uma vez, perambular pela praça.

 

Qual mãe não passou por situação semelhante?

Embora às vezes fiquemos exasperadas com o número de vezes que somos afrontadas pela péssima escolha do look, isto nada mais é que a definição da identidade de sua criança e a busca por sua independência e autonomia.

Este processo é saudável e é parte integrante do desenvolvimento pessoal e social da criança.

Geralmente acontece o inverso, ela primeiro aprende a tirar as roupas, por volta de um ano e oito meses, aproximadamente.

Quem não passou pelo gostoso episódio de ver um bebezinho correndo peladinho pela casa, fugindo das roupas quando termina o banho?

Por volta dos quatro anos já tem a sua definição do que é bonito, confortável ou adequado.

Muitas vezes insistem em peças inapropriadas para a temporada – jaqueta no calor e vestidinho no inverno. Mas ainda assim é fase de amadurecimento.

O melhor a fazer é o bom caminho do meio, lembra-se? Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Dialogue e imponha limites; vivemos em um mundo com regras sociais e a criança deve, desde cedo, entender que todos – inclusive ela, devem se ajustar ao modelo social.

Portanto, se a escola exige uniforme vamos usá-lo; se não permite, no dia de hoje, fantasia, não vamos usá-la. Mas explique o porquê, não apenas proíba ou diga não.

Quando for possível, deixe-a escolher o look que mais lhe agrada.

Se ela for muito intransigente, defina você três opções e dê a ela a possibilidade da escolha.

Já monte os kits de maneira adequada: estando mais frio, coloque uma blusinha de manga comprida junto ao vestido, por exemplo.

E nos momentos adequados, incentive-a a vestir-se sozinha.

Os kits estão sobre a cama e ela escolheu um; ótimo.

Agora pegue as suas peças e juntas, vistam-se; peça a ela que vá se arrumando enquanto você se arruma.

Peça a ela que abotoe um botão de sua roupa e pergunte se ela consegue abotoar, sozinha, o da roupa que ela escolheu.

Comente enquanto calça um sapato que seria muito melhor se estivesse usando meias e pergunte se ela consegue colocar as delas para que, com o sapatinho dela, o visual fique muito mais bonito que o seu.

Parcerias, compartilhamentos, trocas de sugestões, ajuda mútua.

Este é um processo a ser iniciado na vestimenta das roupas de festa e estendido para a camisola ou o pijama.

Deixe o casaquinho por ultimo e antes de sair e diga a ela para ir se vestindo e observe, interferindo apenas quando for realmente necessário.

É uma sequência de atos e você perceberá que ela aprende rápido e passa a gostar de fazê-lo.

Sei que se pudéssemos faríamos tudo para elas, mas reflitamos que em breve a vida estipulará e definirá a rotina de sua criança – creche, escola, ginástica, balé, judô, inglês...

E você não estará por perto o tempo todo.

Então, incentive-a a ser autônoma, independente e quando ela evidenciar que conseguiu o feito, use sua inteligência e diga que ela merece um abraço e mantenha-a, o maior tempo possível acolhida em seu braços e próxima ao seu coração.

E prepare-se, porque em algum momento e sem que perceba o seu pequeno será totalmente independente e apesar da saudade que sentirá de vesti-lo sentirá também um enorme orgulho e a sensação de estar no caminho certo para o desenvolvimento dele!

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