Como preparar meu filho para tomar vacina?

Publicado por em 29/05/2015 às 13h08

Dia de vacinação aqui em casa sempre foi uma tortura, desde que a Malu nasceu quem leva para tomar a vacina é o pai, eu sempre acompanho claro, mas na hora de segurar sempre foi ele eu morria de medo de segurar errado e machucar ela e agora já não tenho forças mesmo, então esta sempre foi tarefa dele.

Até hoje foram muito poucas as crianças que vi tomar vacina e não chorar de medo, a minha sempre chorou, o que é natural afinal as crianças tem medo do desconhecido, entrar numa salinha onde a criança viu outras saindo de lá chorando, ser segurada com força para nada sair errado e ainda por cima nós adultos dizendo “calma é só uma picadinha não vai doer nada”.

Como assim? Não vai doer e porque precisa segurar e as outras crianças chorando? Outro dia a Malu precisou tomar uma vacina e antes mesmo de chegar no local ela já demonstrava medo, cortou meu coração. Comecei a observar desde o momento que ela sabia que ia tomar vacina até de fato ela ser aplicada e achei que sem eu perceber estava colocando mais medo do que imaginava.

Primeiro se eu me sentia insegura para segura-la porque ela tinha que se sentir segura para tomar a vacina? Dentro da clínica vi muitos pais e mães assim como eu dizerem a mesma coisa para o filho e a Malu viu muitas crianças chorando assim como ela, fui pra casa pensando.

Tivemos uma campanha de vacinação contra gripe e lá vai Malu mais uma vez tomar vacina, não sou a favor de mentiras, chamei ela para sair e quando me perguntou onde iriamos respondi que ela iria tomar vacina, mas sem muita explicação e ela resolveu que queria colocar uma jaqueta dupla face bem quente, talvez na cabecinha dela aquilo era uma proteção bem grossa.

No posto de vacinação a fila estava enorme e conversei com ela sobre vários assuntos menos vacina, mas claro que ela sabia para que estava ali. Quando foi se aproximando da vez dela sai da fila e deixei o papai esperando nossa vez, preferi que ela não ouvisse outras crianças chorando. Ela é muito esperta e quando viu o pai próximo da porta perguntou se era vez dela e se a vacina era gotinha.

Nesta hora resolvi dizer tudo ao contrário do que sempre tinha falado, então conversei com ela como se fosse e é a coisa mais natural do mundo. Respondi que sim que estava chegando a vez dela, que não era gotinha era uma picadinha no braço, foi quando ela perguntou se iria doer e eu respondi que não sabia, que quem ia me contar era ela porque algumas pessoas sentiam dor e outras não, mas que se doesse ela poderia chorar que não tinha problema algum, mas que a vacina era muito importante para ela não ficar doente.

Não entrei na sala como de costume, deixei ela e o pai sozinhos e fiquei do lado de fora esperando e para minha surpresa não ouvi choro e nem grito, quando ela saiu da sala e me viu chorou, foi muito engraçado, lembrei de uma frase que sempre ouvi “filho longe de mãe é outra criança”.

Malu disse que o pai pediu pra ela contar até três que a vacina era rápida e no três já teria acabado mas que ela teve que contar até doze porque a moça da vacina demorou muito. E que à vacina doeu bastante, abracei ela e disse que eu acreditava nela e enchi de muitos beijos e mudamos de assunto porque tínhamos prometido que após a vacina ela ganharia um sorvete.

Como preparar meu filho para tomar vacinaFoto: Sua reprodução não está autorizada

O que eu aprendi para preparar minha filha para vacina

É importante dizer para o seu filho que ele vai tomar vacina, mas não tem necessidade de dizer com tanta antecedência, para não criar expectativas e medos na criança.

Nunca diga que não vai doer, explique que pode doer um pouquinho, mas que é rápido e que é muito importante a vacina, se você disser que não doí a criança terá motivos para não acreditar em você numa próxima vez.

Depois de aplicado a vacina se a criança disser que doeu, abrace-a e conforte-a mostre que você acredita e entende para que ela se sinta acolhida e possa confiar em você sempre. Jamais diga “não doeu nada”.

Se você conseguir, evite deixar seu filho vendo outras crianças chorarem ao tomar vacina.

A pessoa que vai levar e entrar com a criança para vacina precisa estar tranquila e passar segurança para ela, a criança percebe quando o adulto está com dó, com pena porque sabe que vai doer. Se esse for seu caso assim como o meu peça ajuda ao papai, para o vovô ou vovó, de preferência alguém que a criança tenha bastante afinidade.

Essa conversa que tive com a Malu no dia da vacinação se repete sempre que é preciso vacinar, então saiba que todas as vacinas que a criança for tomar será preciso conversar sempre.

 Desta vez ela não chorou, mas sei que nada impede ou garante que ela não vá chorar na próxima vacina.

Mamãe 
Vanessa Motta Reis

 

 

 

Categoria: Filhos

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