A face da maternidade que ninguém gosta de contemplar

Publicado por em 04/06/2016 às 12h19

O outro lado da maternidade

"Gestação em fase final, o parto, a alegria da chegada do pequenino e o início de uma nova vida... sim, uma nova vida, não a que você tem em seus braços, mas a sua nova vida".

Olá!

Aqui estou para falar sobre algumas questões que as pessoas não gostam de nos dizer na gravidez, principalmente para não quebrarem o encanto deste momento tão doce.

É sim um momento mágico, mas como estamos inseridas no mundo real, não temos como delas nos afastarmos.

Estou falando de uma das fases mais complexas deste processo de transformação íntima e exterior que ocorrem na mente e no corpo de todas as mulheres.

Durante a gravidez somos cientificadas, praticamente a cada consulta médica, e à medida que os meses transcorrem, das questões relativas à alimentação para controle do peso e saúde do bebê; os cuidados com inchaços; a presença de contrações; as náuseas matinais; mudanças na pele; azias; dificuldade para dormir; aumento das vezes que urinamos; dentre outras questões mais individualizadas. É realmente uma mudança visível no corpo que traz, naturalmente, sua relação com as que ocorrem em nossa mente e coração.

Com elas pensamos diariamente sobre como está o nosso bebê, como será seu rostinho, como será sua chegada, se ele gostará do seu cantinho, como será nossa parceria...

Gestação em fase final, o parto, a alegria da chegada do pequenino e o início de uma nova vida... sim, uma nova vida, não a que você tem em seus braços, mas a sua nova vida.

Porque tudo, absolutamente tudo, a partir de agora, sofrerá modificação; por isso estamos aqui falando disto; para que você olhe de frente este outro lado e se prepare para dele tirar o melhor.

As modificações físicas ainda terão seqüelas que você precisa ter paciência para com elas: durante mais ou menos seis semanas, ocorrerão cólicas resultantes do retorno do útero ao seu estado normal; ainda haverá volume abdominal a ser perdido e, algumas vezes, também o peso precisa ser controlado para voltar ao que era antes da gravidez.

Com a amamentação, os mamilos sofrem, podendo haver rachaduras e dor. Precisamos ensinar nosso bebê a mamar, mas também precisamos aprender a amamentar. Até que a rotina se estabeleça – já falei isto em post anterior (“Mamãe, bebê e uma nova rotina”), as mamadas serão constantes e em períodos irregulares; o bebê ainda chorará com certa freqüência - alguns incômodos e transformações surgem nele também, não é?

Isto levará um tempinho e você precisará redimensionar seu tempo; administrar a incerteza que chega junto com a inexperiência se for sua primeira gravidez; não se apavorar diante de situações que requeiram consulta ao pediatra.

Paralelamente terá que atender às suas necessidades, não se descuidando, porque embora você não tenha - e não terá mais, não se engane -, o tempo que tinha para si, deverá procurar assim que a rotina se estabeleça o seu momento. Não se culpe por isso: todos – papai, mamãe e bebê - estarão melhores se você estiver bem.

Você não deixou sua essência por ser mãe – acrescentou ao de esposa e profissional - se for o caso, este seu novo e fascinante lado!

Então, emoções à parte, mãos à obra para colher desta face da maternidade o seu melhor, como já dissemos: no tempinho que o bebê estiver dormindo procure também relaxar; com relação às visitas – algumas inoportunas e que você acha que não ‘acabarão’ nunca, se for pessoa próxima, fale com naturalidade sobre os novos cuidados com o bebê (mãos limpas, distância se não estiver bem de saúde, tom de voz mais baixo); se tinha o hábito do salão, procure uma manicure e cabeleireira que atendam em casa;  use sua racionalidade e encontre soluções nos intervalos das novas atividades para ambos – você e seu bebê.

Não dê ouvidos a comentários infelizes – sempre tem alguém que acha que entende de tudo, não? Não exija de si uma beleza que só no cinema e televisão as mães recém chegadas em casa possuem; esclareça ao papai e aos demais irmãozinhos (se houver) que nos primeiros meses, a atenção tem que ser para o pequenino.

E procure sempre ser otimista e encontrar o lado cômico das coisas – não é à toa que dizem que rir é o melhor remédio!

Em breve o pequenino estabelecerá sua rotina; sua vida pessoal retoma o eixo, a profissional estará mais criativa e produtiva.

E esta face da maternidade será apenas isso, outra face e não a temida cara feia!

Nos vemos em breve.

Mamãe,
Vanessa Motta Reis

Categoria: Maternidade

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