Diário de Mãe

Desacelerando para o crescimento dos filhos

Publicado por Vanessa Motta Reis em 18/06/2015 às 15h29

Filhos crescem rápido e muitas vezes não nos damos conta e continuamos a trata-los como bebês, eles precisam crescer, eles gostam de aprender e se sentem realizados com novas tarefas cumpridas, acho que demorei para perceber!

Outro dia enquanto eu dava o jantar para Malu, ela derrubou todo o copo de suco dentro e fora do prato, na hora respirei fundo e me contive, peguei um pano e enquanto ia secando a mesa fui conversando com ela, me lembro bem quando eu disse: “Poxa filha, você não consegue ficar um minuto parada, nem que seja durante a refeição, você fica pulando, falando, mexendo em tudo, olha só o que aconteceu” e a resposta veio como um tapa em mim “Calma mãe, eu sou uma criança, você não sabe é? Criança não trabalha, criança dá trabalho, já ouviu?”

Isto me fez pensar muito, pois na ocasião eu estava com pressa porque a Valentina queria dormir e estava ficando irritada e a minha pressa estava deixando ela mais agitada do que o habitual, talvez neste momento eu devesse ter dito “tudo bem filha foi um acidente termine de jantar e depois limpamos, mas preste atenção para não acontecer de novo”. Afinal ela já tem quatro anos e consegue assumir algumas tarefas.

Muitas vezes com a correria do dia a dia acabamos não dando o devido tempo que a criança precisa para ter sua total independência e acabamos fazendo tudo por elas e não deixando trabalho algum para que ganhem responsabilidades e resolvam seus problemas.

Desacelerando para o crescimento dos filhosO que quero dizer é que se nós colocamos um par de meias em menos de um minuto, uma criança consegue fazer também, mas vai levar pelo menos cinco minutos ou mais para colocar o par de meias, a criança tem o tempo dela e precisa que este tempo seja respeitado. Para uma criança colocar um par de meias requer coordenação e orientação” e na pressa o que elas ouvem muitas vezes é “anda logo”, “estamos atrasadas” e por fim, “deixa que eu coloco”.

O mesmo serve na hora de vestir uma roupa, tomar um banho, escovar os dentes, talvez ela vista o short de trás pra frente, ou molhe a cabeça e esqueça o shampoo e condicionador, mas o que vale para eles é a conquista de ter conseguido fazer sem ajuda, está conquista é muito importante para o seu desenvolvimento.

Sempre fui essa mãe que faz tudo e dá tudo na mão, até que um dia Malu chegou da escola com o par de tênis trocado, o pé direito no esquerdo e o esquerdo no direito, perguntei “filha sua professora não viu colocou o pé trocado no tênis”, e ela disse rindo de mim “na escola a gente que coloca o sapato mãe”. Naquele momento percebi o quanto a minha superproteção estava atrapalhando ela.

Sei que como mãe pensamos que nossos filhos sempre precisam da gente pra tudo e de fato precisam mesmo, mas precisam do nosso incentivo e da nossa orientação, não da gente fazendo tudo o tempo todo, me observando percebi que a frase que mais uso com a Malu é “deixa que eu faço”, “deixa que eu coloco”, “deixa que eu resolvo”, simplesmente por não ter paciência de dar o tempo dela para que ela faça.

Mesmo com a correria do dia a dia resolvi desacelerar meu coração de mãe em alguns momentos, orientar mais, delegar mais e fazer menos, para que minha filha aprenda a crescer, continuo fazendo tudo o que posso por ela mas de uma outra forma, estou dando seu devido tempo e me policiando ao máximo para não dizer mais “vamos logo” ou “deixa que eu faço”.

Sabe o que é mais divertido nisto? É poder ver o quanto ela se sente importante porque conseguiu tomar um banho sozinha ou tirou a roupa sem ajuda e fazem isto da maneira mais divertida, tudo é engraçado desde colocar pasta de dente na escova até pentear os cabelos.

Minha lição disto tudo é que devemos deixar as coisas mais leve, mais divertidas, aproveitar cada fase e se possível menos correria e mais atenção aos pequenos detalhes que fazem toda a diferença na vida, na rotina e no desenvolvimento dos filhos.

Lí uma frase outro dia que era mais ou menos assim “Nós mães sabemos que estamos no caminho certo quando os filhos aprendem a fazer as coisas sozinhos” e por mais que queremos eles debaixo das nossas asas eles precisam crescer, mas com muita orientação.

Categoria: Filhos
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Como preparar e oferecer a primeira papinha

Publicado por Vanessa Motta Reis em 07/06/2015 às 23h57

A primeira papinha do bebê causa muita ansiedade nas mães, pelo menos comigo foi assim, não via a hora de oferecer novos sabores as minhas filhas, a primeira papinha da Malu me causou muitas dúvidas e na ocasião não fui tão bem orientada como agora com a Valentina.

Malu foi liberada para sucos e frutas aos seis meses e papa salgada aos sete meses, Valentina completou no final de maio seis meses e foi liberada a papa salgada e frutas, água e sucos por enquanto não, ela continua com o aleitamento materno então não tem necessidade por enquanto.

Me lembro que com a primeira filha a orientação foi bater no liquidificador, oferecer uma papinha praticamente liquida e um legume de cada vez para que ela pudesse conhecer cada sabor, desta vez está sendo diferente o liquidificador ficou aposentado, estou usando somente o garfo para amassar e os legumes já puderam ser misturados o que facilitou muita a aceitação da papa pela Valentina, para as mamães que como eu estão iniciando esta fase deliciosa ou que irão começar logo logo, veja como ficou a introdução da Valentina.

Como preparar e oferecer a primeira papinha

Primeira papinha do bebê

  1. Os legumes devem ser cozidos de preferência no vapor ( deixe cozinhar bastante para que fiquem bem macios) e amassados com um garfo.
  2. Escolha um legume da família dos amarelos, um dos vermelhos e acrescente chuchu em todas, o chuchu tem bastante água e vai ajudar bastante na hora de misturar para não deixar a papinha ficar consistente demais, além dos seus nutrientes que são importantes.
  3. A carne deve ser cozida e triturada no mix.
  4. As folhas (verde) devem ser bem lavadas e depois colocadas em água bem quente (escaldar) para que fiquem molinhas e depois trituradas também no mix, pode ser triturada junto com a carne.
  5. Depois dos legumes cozidos e amassados, a carne e as folhas trituradas basta misturar tudo e se preferir pode colocar um colher pequena de sobremesa de azeite ou óleo de canola, mas só depois de pronta.
  6. Por enquanto NÃO leva sal.
  • Legumes Amarelos: batata doce ou batata inglesa ou batata baroa (mandioquinha) ou batata asterix (parece a batata inglesa mas tem a casca rosada) ou inhame ou aimpim.
  • Legumes Vermelhos: abóbora ou cenoura ou beterraba
  • Carne: músculo ou peito de frango
  • Verde: bertalha ou agrião ou espinafre ( o brócolis e a couve por enquanto não foram liberados porque causam bastante gazes na criança)

A papinha é servida entre 11:00hs e 11:30hs e após uns 15 minutinhos que terminou a papa ela mama um pouquinho já que o suco e a água por enquanto não estão liberados.

Quando triturei a carne e as folhas fiquei com  receio que ela pudesse engasgar, porque acaba ficando uns pedacinhos e pra quem estava acostumada até então com liquido e agora está fazendo a introdução do sólido e ainda com pedacinhos, achei que ela fosse ter dificuldades, mas os bebês são muito espertos e ela fica amassando a papa na boca com a gengiva antes de engolir.

Tudo isto para o bebê é uma transição e tanto, principalmente porque vai mexer com o intestino da criança, então observe os alimentos que prendem o intestino para combinar com uma fruta que solta.

Para iniciar prefira os alimentos mais adocicados, é mais fácil para os bebês aceitarem (exemplo, batata doce chuchu abóbora agrião carne)

Se precisar pode ser feito uma quantidade para dois dias, como não leva temperos pode manter na geladeira por 24 horas.

Alguns bebês aceitam bem as papinhas salgadas outros não, tive as duas experiências aqui em casa, a Valentina no primeiro dia comeu tudo, adorou. Já com a Malú as coisas não foram tão fáceis, foi preciso muita paciência e insistência e até hoje é assim.

A quantidade oferecida aqui em casa por orientação da pediatra é de 120 ml até 150 ml e por enquanto esta sendo oferecido somente o almoço e por volta das três horas que é quando ela acorda da sonequinha da tarde ela come uma fruta.

Frutas liberadas: banana prata, ouro ou nanica - maça - pêra - mamão papaya (em todas as frutas expremer meia laranja lima)

Dicas

Colher de silicone NUKEscolha um prato infantil fundo e de preferência com tampa para oferecer a papinha.

As colheres de silicone são minhas favoritas e tem uma em particular da marca NUK (veja aqui)que gosto bastante porque tem o cabo longo, facilita bastante para a mãe, usei com a Malú e agora com a Valentina.

Tenha potinhos próprios para guardar a papinha e que possam ser levados ao freezer caso você precise congelar.

Com seis meses o bebê já consegue sentar, coloque - o num cadeirão de refeição próximo a mesa e deixe o ambiente tranquilo para que a criança não fique agitada ou se distraia durante a alimentação. 

A Alimentação deve ser prazerosa para a criança desde a sua introdução.

Mamãe
Vanessa Motta Reis

Categoria: Alimentação, Filhos
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Como preparar meu filho para tomar vacina?

Publicado por Vanessa Motta Reis em 29/05/2015 às 13h08

Dia de vacinação aqui em casa sempre foi uma tortura, desde que a Malu nasceu quem leva para tomar a vacina é o pai, eu sempre acompanho claro, mas na hora de segurar sempre foi ele eu morria de medo de segurar errado e machucar ela e agora já não tenho forças mesmo, então esta sempre foi tarefa dele.

Até hoje foram muito poucas as crianças que vi tomar vacina e não chorar de medo, a minha sempre chorou, o que é natural afinal as crianças tem medo do desconhecido, entrar numa salinha onde a criança viu outras saindo de lá chorando, ser segurada com força para nada sair errado e ainda por cima nós adultos dizendo “calma é só uma picadinha não vai doer nada”.

Como assim? Não vai doer e porque precisa segurar e as outras crianças chorando? Outro dia a Malu precisou tomar uma vacina e antes mesmo de chegar no local ela já demonstrava medo, cortou meu coração. Comecei a observar desde o momento que ela sabia que ia tomar vacina até de fato ela ser aplicada e achei que sem eu perceber estava colocando mais medo do que imaginava.

Primeiro se eu me sentia insegura para segura-la porque ela tinha que se sentir segura para tomar a vacina? Dentro da clínica vi muitos pais e mães assim como eu dizerem a mesma coisa para o filho e a Malu viu muitas crianças chorando assim como ela, fui pra casa pensando.

Tivemos uma campanha de vacinação contra gripe e lá vai Malu mais uma vez tomar vacina, não sou a favor de mentiras, chamei ela para sair e quando me perguntou onde iriamos respondi que ela iria tomar vacina, mas sem muita explicação e ela resolveu que queria colocar uma jaqueta dupla face bem quente, talvez na cabecinha dela aquilo era uma proteção bem grossa.

No posto de vacinação a fila estava enorme e conversei com ela sobre vários assuntos menos vacina, mas claro que ela sabia para que estava ali. Quando foi se aproximando da vez dela sai da fila e deixei o papai esperando nossa vez, preferi que ela não ouvisse outras crianças chorando. Ela é muito esperta e quando viu o pai próximo da porta perguntou se era vez dela e se a vacina era gotinha.

Nesta hora resolvi dizer tudo ao contrário do que sempre tinha falado, então conversei com ela como se fosse e é a coisa mais natural do mundo. Respondi que sim que estava chegando a vez dela, que não era gotinha era uma picadinha no braço, foi quando ela perguntou se iria doer e eu respondi que não sabia, que quem ia me contar era ela porque algumas pessoas sentiam dor e outras não, mas que se doesse ela poderia chorar que não tinha problema algum, mas que a vacina era muito importante para ela não ficar doente.

Não entrei na sala como de costume, deixei ela e o pai sozinhos e fiquei do lado de fora esperando e para minha surpresa não ouvi choro e nem grito, quando ela saiu da sala e me viu chorou, foi muito engraçado, lembrei de uma frase que sempre ouvi “filho longe de mãe é outra criança”.

Malu disse que o pai pediu pra ela contar até três que a vacina era rápida e no três já teria acabado mas que ela teve que contar até doze porque a moça da vacina demorou muito. E que à vacina doeu bastante, abracei ela e disse que eu acreditava nela e enchi de muitos beijos e mudamos de assunto porque tínhamos prometido que após a vacina ela ganharia um sorvete.

Como preparar meu filho para tomar vacinaFoto: Sua reprodução não está autorizada

O que eu aprendi para preparar minha filha para vacina

É importante dizer para o seu filho que ele vai tomar vacina, mas não tem necessidade de dizer com tanta antecedência, para não criar expectativas e medos na criança.

Nunca diga que não vai doer, explique que pode doer um pouquinho, mas que é rápido e que é muito importante a vacina, se você disser que não doí a criança terá motivos para não acreditar em você numa próxima vez.

Depois de aplicado a vacina se a criança disser que doeu, abrace-a e conforte-a mostre que você acredita e entende para que ela se sinta acolhida e possa confiar em você sempre. Jamais diga “não doeu nada”.

Se você conseguir, evite deixar seu filho vendo outras crianças chorarem ao tomar vacina.

A pessoa que vai levar e entrar com a criança para vacina precisa estar tranquila e passar segurança para ela, a criança percebe quando o adulto está com dó, com pena porque sabe que vai doer. Se esse for seu caso assim como o meu peça ajuda ao papai, para o vovô ou vovó, de preferência alguém que a criança tenha bastante afinidade.

Essa conversa que tive com a Malu no dia da vacinação se repete sempre que é preciso vacinar, então saiba que todas as vacinas que a criança for tomar será preciso conversar sempre.

 Desta vez ela não chorou, mas sei que nada impede ou garante que ela não vá chorar na próxima vacina.

Mamãe 
Vanessa Motta Reis

 

 

 

Categoria: Filhos
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Ofurô da Malu, qualquer coisa pela felicidade dos filhos

Publicado por Vanessa Motta Reis em 17/05/2015 às 23h41

Ofurô da Malu

Outro dia falei aqui do banho de ofurô que a Valentina toma todos os dias antes de dormir e que a Malu também tomava quando era bebê, mas não contei que antes mesmo da Valentina nascer tudo é primeiro passado pela aprovação da Malu! Isto mesmo, quando ganhamos a banheira da Valentina quem tomou o primeiro banho foi a Malu, quando montamos o berço a primeira noite foi da Malu, quando chegou em casa o carrinho a primeira voltinha adivinha??? Foi da Malu.

Como estava preocupada com o ciúmes que viria não proibi nada, quis que ela entendesse que o que era da irmã seria divido com ela, da mesma forma o que é dela seria divido também e apesar de todo o ciúmes que ela tem, o carinho e amor pela irmã é maior e percebo isso quando faço alguma coisa pra ela e logo em seguida ela pergunta e pra minha irmã?

O único problema é que quando compramos o ofurô pra Valentina ela não pode fazer o teste drive porque não cabia nele, a carinha dela de decepção cortou o coração. Mesmo assim o pai encheu o balde e deixou ela tentar entrar, a cena foi muito engraçada imagina só uma criança de quatro anos dentro de um balde!

Pai e mãe fazem qualquer coisa só para ver os filhos felizes e aqui em casa não é diferente, então Malu ganhou também um ofurô, mas o mais gostoso deste banho é que desta vez ela quis que o primeiro banho fosse na companhia da irmã, muito amor essas duas.

O banho foi tão relaxante que às 20:00 hs as duas já estavam dormindo.Ofurô Opla Peg Perego

 Dica

Para as mamães que quiserem um ofurô para deixar o banho dos pequenos ou melhos dos maiorzinhos delicioso e relaxante, fica aqui a dica, o ofurô da Malu é este na foto ao lado, Ofurô Opla Peg Perego, a idade recomenda para uso do ôfuro é de 15 a 36 meses ou até 25 kg, minha filha têm quatro anos então me baseie pelo peso ela está com 15 kg e ficou confortável no assento que tem dentro do ôfuro.

Aqui em casa adorei a idéia do ôfuro para Malu, não sei ai com vocês, mas aqui em casa sempre foram duas brigas, uma para entrar no banho e outra para sair, agora tem sido mais fácil para entrar, para sair rsrsrs...

Além de ser relaxante e ao mesmo tempo divertido para ela o chuveiro fica menos tempo ligado e assim economizamos na água o que é muito importante nos dias de hoje.

 

 Vanessa Motta Reis

Categoria: Experiências, Filhos
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