Mãe: o medo e a superproteção, até onde ajuda e quando atrapalha a criança

Publicado por em 20/11/2016 às 17h30

Querer proteger os filhos é algo extremamente natural e é um instinto que todos os pais e mães tem desde que sabe que estão gerando uma vida. Mas, como tudo na vida, é preciso ter um equilíbrio para que essa proteção não passe do limite.

Isso porque quando esse limite é ultrapassado, a proteção se torna um fator gerador de conflitos e problemas dentro do seio familiar, causando na criança um sentimento de impotência e perseguição.

Claro que muitas pessoas são, de fato, mais cuidadosas, entretanto, quando isso se torna excessivo acaba prejudicando a convivência e a interação familiar. Justamente por isso que os pais devem saber como dosar e equilibrar os cuidados dedicados às crianças, para que isso não extrapole o limite.

Para começar, então, a primeira coisa que você precisa saber é que existem dois tipos de superproteção. A primeira delas se chama simbiótica e a segunda, parasitária.

A simbiótica é aquela na qual mãe e filho não conseguem se separar e a parasitária é quando a mãe apresenta uma forte dependência em relação ao filho.

O mais importante é identificar o problema para não deixar que ele tome grandes proporções pois existem casos, inclusive, em que mães chegam a seguir os filhos sem que eles saibam, achando que algo ruim pode acontecer caso não estejam por perto.

Então, para estabelecer se essa superproteção não está prejudicando a família e se tornando uma grande obsessão, veja alguns pontos importantes a respeito do assunto:

 O medo e a superproteção

O comportamento da superproteção

O medo dominador é um dos comportamentos que representam muito bem as pessoas superprotetoras e pode acontecer, por exemplo, quando as crianças querem brincar.

Isso porque ao brincar, certamente elas vão cair, se arranhar, se machucar, se sujar e etc., afinal elas correm, pulam e se penduram nas coisas. O melhor de tudo é que as crianças e jovens se recuperam muito mais rápido que os adultos então, não é preciso que os pais ajam com cuidados exagerados.

Lembre-se que determinar hora e local para que as crianças brinquem é algo bom, entretanto, exagerar e isolar a criança pode ser algo bem perigoso.

Outro medo muito comum que os pais têm é que algo ruim aconteça com os filhos e isso é completamente normal. Entretanto cortar a carne para a criança, colocar a comida na sua boca, trocar a roupa dela, amarrar seus cadarços e fazer todas as tarefas para ela não é legal.

Obviamente que estamos falando de um momento em que a criança já tem maturidade para fazer essas tarefas sozinha. Sendo assim, tratar a criança como um bebezinho não é nada legal para o seu desenvolvimento e para que ela possa entender seu papel como indivíduo.

 

Como a superproteção afeta a criança

Quando as crianças são criadas nessas condições é comum que virem indivíduos inseguros, com muito medo de errar, inquietos ou quietos demais e com dificuldade de socialização.

Em alguns casos, é comum que a criança se torne também agressiva e revoltada e passe a desafiar os limites dados de forma muito forte.

O resultado disso também pode ser um apego exagerado na família ou até mesmo o contrário, um isolamento e um grande afastamento dos familiares.

O fato é que com uma proteção cuidadosa, porém na medida, é possível criar os filhos, ensinando-os a andar com as próprias pernas, trabalhar suas inseguranças, enfrentar seus medos e, principalmente, a estarem prontos para os desafios que a vida vai apresentar.

Saiba que a superproteção não ajuda em nada no desenvolvimento da criança e tampouco é algo saudável para os pais. Então, se houver algum sinal desse problema o mais importante é procurar ajuda profissional para saber como levar a situação da melhor forma possível para todos.

Tags: Desenvolvimento, Educação e Comportamento

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