Objeto de transição

Publicado por em 14/07/2018 às 20h21

Objeto de transição

Você sabe ou já ouviu falar sobre o que são os objetos de transição? Essa denominação é dada aos objetos nos quais uma criança se liga entre o quarto e o décimo mês de vida, que representa a figura materna quando ela não está por perto.

É uma ligação bastante saudável e necessária, tranquilizando a criança e dando uma maior noção de realidade externa a ela.

Por isso, a criança tende a manter por perto tais objetos. Não há uma delimitação de idade para iniciar com os objetos de transição, sabe-se apenas que ela vai deixá-lo aos poucos, quando o momento oportuno chegar.

Bicho de pelúcia, fraldinha, livros, tudo pode servir como este tipo de objetos até mesmo partes do corpo, como orelha e cabelos. 

Entendendo melhor os objetos de transição

O termo objeto de transição foi usado pela primeira vez em 1953, pelo pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott.

Funciona assim: a figura materna está referenciando o bebê desde quando ele foi gerado. Ao nascer, passa a ter o contato físico tão importante para ele. O tempo passa e a mamãe tem que fazer suas coisas, voltar a trabalhar fora de casa, passando a não dar mais dedicação exclusiva ao bebê.

Neste momento, surge a separação materna, na qual o bebê percebe que não são um uno, mas sim, ele é um ser e sua mãe, outro.

Para ele que é tão pequeno e não tem este entendimento, ao perceber isso, vai chorar, se desesperar, pois não encontrará meios de se referenciar em outro algo.

Surge então a figura dos objetos de transição como tipo de alicerce simbólico para o bebê.

Tipos de objetos de transição

Existem alguns objetos transacionais que trazem conforto e segurança ao bebê como é o caso dos ursinhos de pelúcia, bonecas, livros de pano e afins.

Os objetos de transição também funcionam como uma ligação entre o bebê e sua mãe que, com a distância gradual, garante que o bebê avance no processo de autonomia e aprendizado.

Quanto aos livros, a autora e estudiosa dos livros infantis Lúcia Pimentel Goés diz que:

“O pano é, seguramente, o material de maior intimidade com a pele do ser humano civilizado. Desde que nasce o bebê é recebido no mundo pelo aconchego do tecido, que passa a lhe fornecer a proteção e o calor do útero. […] geralmente, pensamos em vestir o bebê com a finalidade de mantê-lo aquecido, mas há outras razões para isso. O abraço do tecido, quando envolve e entra em contato com a superfície do bebê, é de igual importância. ” 

Enfim... objetos de transição são importantíssimos

Como já foi dito, os objetos de transição recebem este conceito porque eles auxiliam o bebê a fazer a transição emocional de dependência para independência em diversas situações de sua primeira infância.

O bebê começa a demonstrar interesse pelo objeto em questão logo no início da vida.

Por isso, é importante que a partir destes primeiros dias, a mãe da criança passe a ver qual tipo de objeto ela tem um interesse afetivo maior.

Este objeto fará com que a criança associe inconscientemente a lembrança de que ele fez parte do vínculo com sua mãe, assegurando-lhe confiança e calma neste objeto e em diversas situações futuras.

Desde ir para a escola, ficar em casa com a babá ou na casa de algum parente para a mãe ir trabalhar, essa referência do objeto desde os primeiros dias estará na sua memória. 

Sendo assim, o desenvolvimento emocional do bebê será bem melhor.

Tags: Bebê, Desenvolvimento, Objeto De Transição

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