O que é exterogestação?

Publicado por em 09/05/2016 às 15h14

O nome parece difícil e a teoria ainda é nova para muitas mães brasileiras. Trata-se da viabilidade de parte da gestação do bebê seja já fora do útero materno. O que parece coisa de ficção científica tem uma explicação lógica. Veja a seguir! 

Exterogestação

Práticas e cuidados da exterogestaçãoEste fenômeno tem sido estudado por muitos antropólogos ao longo dos anos e tem tudo a ver com a teoria da evolução, que você já deve conhecer. Em resumo, com a evolução, o ser humano passou a ser bípede, mas houve ainda outras mudanças estruturais, como o tempo de gestação ser mais curto, para que na hora do parto a cabeça do bebê passasse sem problemas pela bacia feminina, por exemplo.  

Contudo, o ser humano leva muito mais tempo para se desenvolver após seu nascimento se comparado a outros animais – é dependente dos pais por anos. Um bezerro já passa andar quando nasce, por exemplo, assim como diversas outras espécies de mamíferos, mas o mesmo não ocorre com o ser humano. O cérebro e os órgãos não estão ainda formados quando o bebê humano nasce. 

Isso resume bem a teoria da exterogestação – é que parte da gestão acontece fora do útero materno. Esta teoria tem como principais nomes o antropólogo Ashley Montagu e o pediatra americano Harvey Karp, que cunhou o termo “quarto trimestre”.  

A princípio, a teoria prevê outros 9 meses de gestação fora do útero, mas segundo Dr. Karp este tempo equivale a apenas três meses. Não importa muito o tempo suposto da exterogestação, mas a consciência de que o bebê é dependente e indefeso e ainda não está pronto, como até então se afirmava. Desta forma, todo o cuidado pode ser adaptado e diversas práticas foram desenvolvidas para ampliar o desenvolvimento seguro da criança. 

Práticas e cuidados da exterogestação

Vejamos algumas práticas e cuidados que a mãe deve ter nos primeiros meses após o parto para que o desenvolvimento do bebê seja completo: 

Necessidade de toque: Este é o primeiro sentido que a criança vai desenvolver: o tato. Carícias, beijos, colo, massagens – tudo é válido para estimular o tato. Isso passa a sensação de confiança e aconchego. O contato permite que a criança possa sentir os batimentos cardíacos do pais ou da mãe e mantenha-se aquecido. 

Sono adequado: São dois terços do dia dormindo e o sono é importante para o desenvolvimento dos bebês. É preciso respeitar as suas horas de sono e garantir a tranquilidade. Além disso, a teoria sugere que o bebê não durma sozinho em um quarto escuro, mas perto dos seus pais.

Alimentação correta: Se no útero ele recebia todos os nutrientes pelo cordão umbilical e não tinha horário para comer, não faz sentido impor horários após o seu nascimento. Respeite os horários do seu filho e as suas necessidades. Por isso a amamentação livre e em qualquer horário e local deve ser garantida.

Ruído e estresse: No útero, os bebês recebem influências sonoras externas. Eles gostam de barulhos repetitivos. Estude quais são os sons e barulhinhos que agradam ao seu bebê e deixe que ele seja estimulado, sem estresse e sem pressão.

Estimular os movimentos: Os bebês se acalmam e interagem em movimentos suaves e contínuos, como o balançar e ninar.

Nem sempre é fácil satisfazer todas estas necessidades, devido à correria do dia a dia. Mas sempre é possível fazer o melhor, dedicando atenção e reconhecendo as reais necessidades do seu bebê. Faça desta experiência um aprendizado pessoal também e viva o que cada fase sem medo, confiando em seus instintos.

Tags: Desenvolvimento, Exterogestação

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