Mães que ficam em casa não precisam se justificar ao mundo

Publicado por em 02/10/2016 às 23h45

Mães que ficam em casa ...

Não faz muito tempo vimos a repercussão dada pela mídia e por seus observadores, à opção de uma jovem e bela esposa, por ser mãe e dona de casa, quase que exclusivamente. E o que mais intrigou foi que muitos dos comentários, alguns até mesmo desagradáveis, partiram de mulheres.

A jovem foi considerada fútil, inútil, desarticulada, ultrapassada e muitos outros adjetivos negativos foram a ela endereçados. E cá ficamos a nos perguntar se não há certa razão nas falas de alguns estudiosos sobre a imaturidade das aquisições femininas ao longo dos tempos...

Vamos fazer algumas reflexões.

Estamos em um mundo competitivo, é óbvio, desde que a mulher conquistou um espaço no mundo do trabalho; entretanto não vamos tampar o sol com a peneira embaçando a realidade de que há uma distância imensa entre a valorização do trabalho feminino e o masculino, e é fato que as remunerações pagas às mulheres, na maioria dos casos, ficam aquém das pagas ao homem.

Sabemos da importância da presença feminina em um lar e, se existem crianças, da presença materna nele (aqui a presença não está diretamente ligada à mãe, à mulher, e sim àquela pessoa que desempenha este papel). A presença feminina na construção do caráter de uma criança é tão importante e tão clara aos estudiosos dos países de primeiro mundo que já foi objeto de lei, na Inglaterra, a redução das horas do trabalho da mulher, sem redução de seus vencimentos, para que ela acompanhasse a criação dos filhos – cidadãos ingleses. A sociedade é o que é cada cidadão individualmente.

E o que dizer das mulheres que, por força dos fatos, precisam abandonar tudo, sonhos, carreira profissional, continuação dos estudos e muitas outras renúncias para ficar ao lado de um filho deficiente? E aquelas que precisaram abrir mão de promoções, aumento de salário, melhores locações nas empresas para que não se afastassem de casa, de pais idosos, de algum irmão portador de algum transtorno, enfim, abrindo mão de um futuro pessoal melhor, em prol de alguém querido?

Só porque elas se viram nestas condições impositivas externamente é que não são alvo de críticas? Elas são heroínas, são coitadas, são prejudicadas? Não; elas têm uma escolha; qualquer que seja a outra opção, desde que ela exista, esta mulher tem uma escolha.

Portanto, se uma jovem profissional, no auge da carreira, renuncia a tudo em prol de algo que acredita ser o melhor para si e os seus, como criar seus filhos em período integral, ela é motivo de críticas acirradas e descabidas? Ela é incoerente com as mulheres de seu tempo? Ela é insana por não ter colocado a si mesma como prioridade?

Ora, por ser a jovem e bela mulher mencionada, casada com um homem que sustenta a família e a ela, naturalmente, ela tem que se ‘envergonhar’ e partir para o mundo da luta, da conquista feminina e coisas do tipo?

Não; ela tem o direito de fazer suas próprias escolhas, como outra mulher qualquer; ela tem que dar justificativa a si mesma, pois somente a consciência, juízo interior e criterioso, será apto a dizer-lhe sobre o acerto ou não de sua escolha. Mais ninguém tem o direito de fazer qualquer tipo de pronunciamento público acerca deste fato, direcionando a ela suas farpas individualizadas e, muitas vezes, preconceituosas.

Vale dizer que se seu marido ou companheiro amanhã estiver capacitado a arcar com todas as despesas suas e da família e quiser deixá-la livre para optar se continua ou não uma carreira profissional, se continua ou não os estudos, se fecha, vende ou transfere aquele empreendimento você vai deixar de fazer o que quer por causa das opiniões alheias?

Ninguém é dono da verdade e a ninguém cabe julgar o outro com tanta crueldade!!

Tags: Carreira, Maternidade, Mulher

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